Frenagem autônoma de emergência será obrigatória em todo carro novo até 2029
A exigência do Contran já vale para novos projetos desde janeiro de 2026 e alcança automóveis, SUVs, picapes, vans e caminhões

O que você precisa saber
- A obrigatoriedade alcança veículos das categorias M e N: automóveis, SUVs, picapes, vans e caminhões
- Desde 1º de janeiro de 2026, novos projetos registrados no país já precisam atender à exigência
- A partir de 1º de janeiro de 2029, todo veículo novo produzido ou importado precisa ter o sistema
- Em 2031, todos os modelos devem comprovar desempenho em testes com obstáculos fixos
- O alerta ao motorista deve usar pelo menos dois meios, entre sonoro, visual e tátil
O Conselho Nacional de Trânsito estabelece a obrigatoriedade do sistema de frenagem autônoma de emergência, o AEBS, para veículos das categorias M e N, o que inclui automóveis de passeio, SUVs, picapes, vans e caminhões.
O calendário tem três marcos. Desde 1º de janeiro de 2026, novos projetos registrados no país já precisam atender à exigência. A partir de 1º de janeiro de 2029, todo veículo novo produzido ou importado precisa ter o sistema, independentemente de quando o projeto foi desenvolvido. Em 2031, todos os modelos devem comprovar desempenho em testes com obstáculos fixos.
O que o sistema precisa fazer
O AEBS deve monitorar o tráfego à frente, emitir alerta ao motorista e, se necessário, acionar a frenagem automática. O alerta precisa usar pelo menos dois meios de comunicação, entre sinais sonoros, visuais e táteis.
A exigência de dois canais não é detalhe técnico. Ela existe porque alerta visual isolado falha quando o motorista está distraído, que é exatamente o cenário em que o sistema precisa funcionar.
O efeito industrial
Obrigatoriedade de item eletrônico embarcado muda a estrutura de custo do carro de entrada, que é a faixa mais sensível a preço no Brasil. Câmera, radar e unidade de processamento entram na conta de todo modelo, inclusive daqueles que hoje disputam mercado por centenas de reais de diferença.
Esse é o ponto de tensão com a política de IPI zero para compactos nacionais, que busca baratear justamente esse segmento. As duas medidas empurram o preço em direções opostas.
O impacto na frota
Como a regra vale para veículo novo, o efeito na segurança viária é gradual. Com uma frota circulante de cerca de 82 milhões de veículos, a renovação leva mais de uma década para levar a tecnologia à maioria dos carros em uso.
Quem antecipa esse efeito é a frota corporativa e a locadora, que renovam veículo em ciclo curto e concentram quilometragem alta por unidade.
O que observar
O texto final da resolução, sobretudo os limites de velocidade em que o sistema precisa atuar e os protocolos de teste. São esses parâmetros que separam sistema efetivo de sistema apenas homologado.
Perguntas frequentes
O que é frenagem autônoma de emergência?
É o sistema, conhecido pela sigla AEBS, que monitora o tráfego à frente do veículo, alerta o motorista e aciona a frenagem automaticamente quando identifica risco iminente de colisão.
Quando a frenagem autônoma será obrigatória no Brasil?
Para novos projetos, desde 1º de janeiro de 2026. Para todos os veículos novos produzidos ou importados, a partir de 1º de janeiro de 2029.
Quais veículos precisam ter o sistema?
Veículos das categorias M e N, que abrangem automóveis de passeio, SUVs, picapes, vans e caminhões.
Meu carro antigo precisa se adequar?
Não. A exigência vale para veículos novos produzidos ou importados a partir das datas definidas, sem efeito retroativo sobre a frota já em circulação.
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