Valor de revenda 2026: Sprinter perde só 5,7% em três anos e Scania vence seis categorias de caminhões
Selo Maior Valor de Revenda da AutoInforme para veículos comerciais mostra quais vans, utilitários e caminhões menos desvalorizam; elétricos seguem com as maiores perdas

Dado central da análise
Desvalorização do Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417 em três anos, a menor entre todos os veículos comerciais avaliados em 2026.
O que você precisa saber
- O estudo mede quanto cada veículo comercial perde de valor depois de três anos de uso
- Campeão geral entre utilitários: Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417, com desvalorização de 5,7%
- Campeão geral entre caminhões: Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517, com 10,3%
- A Scania venceu seis das doze categorias de caminhões, incluindo os três segmentos de pesados
- Volvo venceu dois semipesados; Iveco, Volkswagen e Foton levaram uma categoria cada
- Os elétricos seguem com as maiores perdas: Fiat E-Scudo com 42,1% e Foton iBlue EV com 28,3%
- A Mercedes-Benz soma 43 categorias e 11 títulos de campeã geral desde 2015
- Para frotistas, a revenda pesa no custo total de propriedade tanto quanto combustível e manutenção
Na conta de uma frota, o veículo mais barato nem sempre é o que custa menos. O que sobra na hora de vender pesa tanto quanto o preço de compra, e o Selo Maior Valor de Revenda 2026, da Agência AutoInforme, mostra onde essa diferença é maior entre vans, utilitários e caminhões.
O estudo, divulgado em 25 de setembro em São Paulo, compara o preço de cada modelo zero-quilômetro com as cotações de mercado do mesmo veículo depois de três anos de uso. Modelos com volume pequeno demais ou preços distorcidos por excesso ou falta de oferta ficam de fora.
Sprinter no topo das duas listas
O campeão geral entre utilitários foi o Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417, que perdeu apenas 5,7% do valor em três anos. Entre os caminhões, o título ficou com o Sprinter Chassi 517, na faixa dos semileves, com 10,3%. A marca ainda levou a categoria de furgão com o Sprinter Furgão 417 (9,7%).
Desde 2015, quando a premiação de comerciais começou, a Mercedes-Benz soma 43 categorias e 11 títulos de campeã geral. A história da marca no país está no perfil dos 70 anos da Mercedes-Benz no Brasil.
Scania domina os pesados
Na lista de caminhões, a Scania venceu seis das doze categorias, incluindo as três faixas de pesados:
| Categoria | Vencedor | Desvalorização em 3 anos | | --- | --- | --- | | Semileve | Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517 | 10,3% | | Leve | Iveco Daily Chassi 65-170/180 | 16,8% | | Médio | Volkswagen Delivery 11.180 | 21,3% | | Semipesado 4x2 | Scania P-320 | 16,4% | | Semipesado 6x2 | Volvo VM 290 | 21,2% | | Semipesado 6x4 | Volvo VM 360 | 14,3% | | Semipesado 8x2/8x4 | Scania P-280 | 12,4% | | Pesado até 400 cv | Scania P-360 | 15,4% | | Pesado de 401 a 500 cv | Scania G-460 | 17% | | Pesado acima de 500 cv | Scania G-560 | 18,7% | | GNV | Scania R-410 | 19,1% | | Elétrico | Foton iBlue EV | 28,3% |
Entre os utilitários, a Fiat venceu com a Fiorino (17,8%) e a E-Scudo elétrica (42,1%), e a Renault levou com o Master Minibus (7,4%).
O recado para quem compra elétrico
O dado que mais chama atenção está no fim da tabela. Mesmo os vencedores entre os elétricos perdem mais do que qualquer diesel: 28,3% no caminhão e 42,1% na furgoneta. O mercado de usados elétricos ainda tem pouca liquidez, a tecnologia muda rápido e o comprador desconfia da bateria.
É o risco que o Eixo Motor já detalhou em valor residual do elétrico de frota. Contratos de locação e garantias de recompra, como os que aparecem na terceirização de frota, ajudam a transferir esse risco para quem tem escala para absorvê-lo.
Como usar o ranking na renovação
Para o gestor, a depreciação entra direto no custo por quilômetro. Uma diferença de dez pontos percentuais na revenda de um caminhão de R$ 700 mil representa R$ 70 mil a mais ou a menos na hora da troca. O ranking não substitui a conta da operação, mas ajuda a decidir o ciclo de renovação e a negociar preço.
A Fenatran, em novembro, deve ser o palco das próximas negociações de frota; as datas estão no calendário de eventos do setor.
Perguntas frequentes
Qual veículo comercial menos desvaloriza no Brasil em 2026?
O Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417, que perdeu 5,7% do valor em três anos, segundo o Selo Maior Valor de Revenda 2026 da AutoInforme.
Qual caminhão tem o melhor valor de revenda?
O campeão geral entre caminhões foi o Sprinter Chassi 517, na categoria semileve, com 10,3%. Entre os pesados, a Scania venceu as três faixas de potência.
Como é calculado o Selo Maior Valor de Revenda?
A AutoInforme compara o preço do veículo zero-quilômetro com as cotações de mercado do mesmo modelo usado depois de três anos, descartando distorções de oferta excessiva, falta de produto ou volume insuficiente.
Caminhão elétrico desvaloriza mais?
Neste levantamento, sim. O Foton iBlue EV, vencedor entre os elétricos, perdeu 28,3%, e a Fiat E-Scudo, vencedora entre as furgonetas elétricas, perdeu 42,1%. O mercado de usados elétricos ainda é pequeno e incerto.
Por que o valor de revenda importa para a frota?
Porque a diferença entre o preço de compra e o de venda é a depreciação, um dos maiores itens do custo total de propriedade. Um veículo que perde menos valor libera mais caixa na renovação da frota.
Qual marca mais venceu o selo de veículos comerciais?
A Mercedes-Benz, com 43 categorias vencidas e 11 títulos de campeã geral entre 2015 e 2026. A Volkswagen aparece em seguida, com 16 categorias e 2 títulos.
Relacionadas

O elétrico de frota vai testar a conta que ninguém sabe fazer no Brasil: quanto ele vale depois
Frota eletrificada resolve o custo por quilômetro e trava em outro lugar, o valor residual. Esta análise explica como a depreciação derrubou a aposta da Hertz nos Estados Unidos, por que o caso brasileiro tem diferenças concretas a favor, o que a falta de um laudo de saúde de bateria faz com o preço e como o gestor deve tratar o residual antes de assinar um contrato de 24 meses.

Localiza vai rodar 10 mil carros da BYD e é ela quem vai formar a tabela do elétrico usado
A maior locadora da América Latina fechou com a BYD a compra de 10 mil veículos híbridos e elétricos em dois anos. O ponto que quase ninguém comenta é o fim da linha: quando esses carros saírem da frota, será a Localiza, e não o varejo, quem vai estabelecer quanto vale um elétrico usado no Brasil. Esta análise mostra os modelos, o destino de cada um dentro da operação e por que a desmobilização importa mais que a compra.

Ford confirma a Transit City elétrica no Brasil e entra num segmento que duas chinesas já lideram
A Ford confirmou as três versões da van elétrica Transit City para o Brasil, com chegada ainda em 2026, produzidas na China em parceria com a JMC. Este texto traz a ficha global do modelo, compara com Fiat E-Scudo, Peugeot e-Expert e Citroën e-Jumpy, e mostra por que o segmento de comerciais elétricos, que cresceu 41% no semestre, já tem Farizon e Riddara na liderança.