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Carro por assinatura no Brasil passa de 300 mil veículos e muda o perfil de quem dirige

A frota saiu de cerca de 80 mil unidades em 2020 para mais de 300 mil; o público concentra-se entre 30 e 40 anos, com mensalidades a partir de R$ 1.700

Carro por assinatura no Brasil passa de 300 mil veículos e muda o perfil de quem dirige
Imagem: Pexels

O que você precisa saber

  • A frota em assinatura passou de cerca de 80 mil unidades em 2020 para mais de 300 mil
  • Os contratos costumam variar de 12 a 36 meses
  • As mensalidades começam em torno de R$ 1.700 nos modelos de entrada
  • O público principal está na faixa de 30 a 40 anos, urbano e digital
  • Na Europa, projeta-se crescimento de cerca de 25% ao ano até 2030

O carro por assinatura deixou de ser nicho no Brasil. A frota saiu de cerca de 80 mil unidades em 2020 para mais de 300 mil, segundo dados do setor de locação.

O crescimento não é uniforme com o resto do mercado. Em 2023, a assinatura cresceu 31,2% enquanto a locação tradicional avançou 3,8%.

Quem assina

O perfil predominante está entre 30 e 40 anos, urbano, com alta familiaridade digital. Dentro dele convivem três públicos diferentes: profissionais que não querem imobilizar capital, executivos com carro como benefício e motoristas de aplicativo que precisam do veículo como ferramenta de trabalho.

Os contratos vão de 12 a 36 meses, com mensalidades a partir de cerca de R$ 1.700 nos modelos de entrada.

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Por que o modelo cresce agora

A assinatura resolve três atritos ao mesmo tempo: entrada, revenda e manutenção. Quem assina não financia, não negocia seminovo e não administra oficina.

Esse conjunto ganha valor quando o crédito está caro. Não por acaso, o avanço acontece no mesmo período em que o financiamento de veículos cresce em dois dígitos e o comprador migra de faixa de preço.

Onde está o risco

O risco não desapareceu, mudou de lugar. Quem assume o valor residual do veículo é a empresa, e é isso que explica por que as locadoras compram um em cada quatro veículos emplacados no país e mantêm idade média de frota abaixo de 17 meses.

Se o preço do seminovo cair, o prejuízo aparece no balanço da locadora, não na mensalidade já contratada. É por isso que o modelo é sensível ao ciclo do usado.

O que observar

Na Europa, a projeção é de crescimento de cerca de 25% ao ano até 2030. No Brasil, o indicador mais útil é a taxa de renovação de contrato: assinatura que não renova é locação de longo prazo com outro nome; assinatura que renova é mudança de comportamento de propriedade.

Perguntas frequentes

Como funciona o carro por assinatura?

O assinante paga uma mensalidade fixa que inclui o veículo, documentação, seguro, manutenção e, em alguns planos, o licenciamento. Não há entrada nem financiamento, e o carro volta para a empresa ao fim do contrato.

Quanto custa um carro por assinatura no Brasil?

As mensalidades começam em torno de R$ 1.700 para modelos de entrada. O valor varia conforme modelo, prazo, franquia de quilometragem e serviços incluídos.

Carro por assinatura vale a pena?

Depende do uso. Para quem roda pouco, troca de carro com frequência ou não quer imobilizar capital nem lidar com revenda, tende a compensar. Para quem roda muito e mantém o carro por anos, a compra costuma sair mais barata.

Qual o prazo de um contrato de assinatura?

Normalmente de 12 a 36 meses. Prazos mais longos reduzem a mensalidade, mas aumentam a multa em caso de devolução antecipada.

Fontes: ABLA, dados de frota do setor de locação • Infocar, pesquisa de perfil de assinantes • Roland Berger, projeções do mercado europeu
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