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Geely mostra recarga de 10% a 70% em 4 minutos e meio com carregador de 2.250 kW e IA

Sistema Geely Smart Charging usa inteligência artificial para prever o calor da bateria e chega a 97% em 8 minutos e 40 segundos; teste real mediu pico bem abaixo da potência anunciada

Geely mostra recarga de 10% a 70% em 4 minutos e meio com carregador de 2.250 kW e IA
Imagem: Foto: Giant Asparagus/Pexels

Dado central da análise

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Minutos e 30 segundos foi o tempo de recarga de 10% a 70% anunciado pela Geely com o carregador de 2.250 kW.

O que você precisa saber

  • A Geely apresentou o Geely Smart Charging em 23 de setembro de 2026, em Ningbo, na China
  • Nos testes, a bateria foi de 10% a 70% em 4 min 30 s e de 10% a 97% em 8 min 40 s
  • O carregador de quinta geração tem potência de pico de 2.250 kW
  • O modelo de IA Xingrui PowerMind, feito com a StepFun, prevê a temperatura da bateria 30 segundos antes
  • A temperatura média na recarga fica em 55 °C, com pico abaixo de 65 °C
  • A bateria Shendun Golden aceita taxa de recarga de 12C; a Ultra Short Blade, de 6C
  • Um teste real com o Lynk & Co 10 registrou pico de 1.093 kW, menos da metade do anunciado
  • A Geely quer mais de 100 mil pontos de recarga na China até o fim de 2027; não há plano anunciado para o Brasil

A disputa entre as montadoras chinesas saiu do preço e entrou no tempo de recarga. A Geely apresentou em 23 de setembro, em Ningbo, o Geely Smart Charging, um conjunto de carregador, bateria e software que, nos testes da empresa, levou um carro elétrico de 10% a 70% em 4 minutos e 30 segundos. Para chegar a 97%, foram 8 minutos e 40 segundos.

Os testes usaram dois modelos do grupo, o Lynk & Co 10 e o Zeekr 001. É, na prática, o tempo de uma parada para café.

O que tem dentro

O sistema junta três peças. A primeira é o carregador de quinta geração, com potência de pico de 2.250 kW. A segunda são as baterias: a Shendun Golden aceita taxa de recarga de 12C, e a Ultra Short Blade chega a 6C e, segundo a Geely, aquece 10% menos.

A terceira é o software. O modelo de IA Xingrui PowerMind, desenvolvido com a startup chinesa StepFun, prevê a temperatura da bateria com 30 segundos de antecedência e ajusta a potência antes que o calor apareça. A empresa diz manter a média em 55 °C, com pico abaixo de 65 °C, e usa refrigeração líquida em toda a cadeia de recarga. É mais um exemplo de como o carro definido por software passa a controlar até o abastecimento.

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| Item | Número anunciado | | --- | --- | | Recarga de 10% a 70% | 4 min 30 s | | Recarga de 10% a 97% | 8 min 40 s | | Potência de pico do carregador | 2.250 kW | | Taxa máxima da bateria Shendun Golden | 12C | | Antecedência da previsão térmica | 30 segundos | | Ganho de vida útil com recuperação por pulsos | até 20% |

Anúncio e realidade

Vale separar o número de laboratório do uso real. Em um teste divulgado pela imprensa especializada, o Lynk & Co 10 atingiu pico de 1.093 kW, menos da metade do teto do carregador. Ainda assim, é uma potência muito superior à dos carregadores rápidos mais comuns hoje.

A comparação direta é com a BYD, que anuncia 1.500 kW no seu sistema Flash Charging e mira 20 mil estações na China até o fim de 2026. A Geely fala em mais de 100 mil pontos de recarga no país até o fim de 2027, dos quais mais de 50 mil com a nova tecnologia. A BYD, por sua vez, já produz baterias no Brasil, como mostramos em bateria Blade em Camaçari.

E no Brasil?

Não há anúncio de chegada. A Geely já produz o EX5 em São José dos Pinhais, dentro da parceria com a Renault, que prevê mais R$ 2 bilhões e um novo eletrificado em 2027. Mas a infraestrutura brasileira está em outro patamar: a maior parte dos eletropostos rápidos do país entrega de 50 kW a algumas centenas de kW, e uma estação de megawatt exige conexão de média tensão e negociação com a distribuidora.

O efeito mais provável no curto prazo é indireto. Baterias que aceitam recarga mais rápida tendem a chegar primeiro aos carros importados, e a pressão por potência maior deve aparecer antes nas rodovias e nos corredores de caminhões elétricos, onde tempo parado custa dinheiro.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a recarga ultrarrápida da Geely?

Nos testes divulgados pela empresa, de 10% a 70% em 4 minutos e 30 segundos e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos.

Qual a potência do carregador da Geely?

O carregador de quinta geração tem pico de 2.250 kW, ou 2,25 megawatts. Um teste independente com o Lynk & Co 10 registrou pico de 1.093 kW.

Para que serve a inteligência artificial na recarga?

O modelo Xingrui PowerMind prevê a temperatura da bateria com 30 segundos de antecedência e ajusta a potência para evitar superaquecimento, o que protege a vida útil das células.

A recarga tão rápida estraga a bateria?

A Geely afirma que mantém a temperatura média em 55 °C e que uma técnica de pulsos pode aumentar em até 20% a vida útil da bateria. São dados da fabricante, ainda sem validação independente de longo prazo.

Como a Geely se compara à BYD?

O sistema Flash Charging da BYD anuncia 1.500 kW de pico. A Geely anuncia 2.250 kW, mas o tempo real depende do carro, da bateria e da temperatura.

Essa tecnologia vai chegar ao Brasil?

Não há anúncio. A Geely já monta o EX5 no Paraná, em parceria com a Renault, mas a rede brasileira de recarga rápida ainda opera em potências muito menores.

Fontes: Geely Auto Group, comunicado Geely Auto Group Introduces Ultra-Fast AI-Powered Geely Smart Charging, 23 de setembro de 2026; AutoIndústria, 28 de setembro de 2026; AutoData, 25 de setembro de 2026; Electric Cars Report, setembro de 2026
Geely||recarga ultrarrápida||carro elétrico||bateria||inteligência artificial||megawatt||BYD Flash Charging||eletropostos||Zeekr||Lynk & Co
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