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Regulamentação do trabalho por aplicativo: o que está em jogo no PL 152/2025

A proposta fixa piso de R$ 8,50 por corrida, mantém o trabalhador como autônomo e transfere disputas da Justiça do Trabalho para a comum

Regulamentação do trabalho por aplicativo: o que está em jogo no PL 152/2025
Imagem: Pexels

O que você precisa saber

  • O PL 152/2025 fixa piso mínimo de R$ 8,50 por corrida
  • A contribuição previdenciária seria de 5% para o motorista e 20% para a plataforma
  • O texto não reconhece vínculo empregatício pela CLT
  • As plataformas seriam classificadas como intermediadoras de tecnologia, não transportadoras
  • As disputas sairiam da Justiça do Trabalho para a Justiça comum

O Projeto de Lei 152/2025 desenha o primeiro marco regulatório do trabalho por aplicativo no Brasil. Os pontos centrais são cinco.

  • Piso mínimo de R$ 8,50 por corrida
  • Contribuição previdenciária de 5% para o motorista e 20% para a plataforma
  • Classificação do trabalhador como autônomo, sem vínculo pela CLT
  • Plataformas tratadas como intermediadoras de tecnologia, não como transportadoras
  • Disputas transferidas da Justiça do Trabalho para a Justiça comum

Por que a categoria protesta

O ponto de conflito não é o piso, é o que vem junto com ele. Ao fixar remuneração mínima e, ao mesmo tempo, afastar o vínculo e mudar o foro de disputa, a proposta consolida juridicamente uma condição que hoje é contestada caso a caso nos tribunais.

O projeto de lei apresentado precariza o trabalhador. Thiago Luz, coordenador de movimento de motoristas

Do outro lado, a Amobitec, associação que reúne empresas do setor, aponta pontos que, na avaliação dela, precisam de aprimoramento no texto.

O que isso tem a ver com o mercado de veículos

Muito mais do que parece. O trabalhador de aplicativo é hoje um comprador relevante de veículo e de moto, e um cliente central do mercado de locação e assinatura.

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Foi essa demanda que sustentou a alta de 81,6% nas motocicletas das locadoras. Regra que altere a renda líquida do motorista altera, na sequência, a decisão de alugar, assinar ou financiar.

O efeito na mobilidade urbana

Há ainda um efeito de sistema. A migração de passageiros para o aplicativo é uma das explicações para a queda de 9,6% no transporte rodoviário interestadual de passageiros nos trechos curtos.

Definir o custo do trabalho por aplicativo é, indiretamente, definir o preço relativo entre os modos de transporte nas cidades brasileiras.

O que observar

A tramitação e, sobretudo, a redação final do artigo que trata do foro. É esse dispositivo, mais que o piso, que determina o custo jurídico do modelo no longo prazo.

Perguntas frequentes

O que prevê o PL 152/2025 sobre motoristas de aplicativo?

Piso mínimo de R$ 8,50 por corrida, contribuição previdenciária de 5% para o trabalhador e 20% para a plataforma, classificação como autônomo, sem vínculo CLT, e transferência das disputas para a Justiça comum.

Motorista de aplicativo vai ter carteira assinada?

Pelo texto do projeto, não. A proposta mantém a classificação de trabalhador autônomo e afasta o reconhecimento de vínculo empregatício.

Por que motoristas e entregadores protestam contra a regulamentação?

O argumento das entidades é que a proposta consolida a condição de autônomo sem contrapartidas suficientes, e retira a proteção do foro trabalhista.

O que muda para as plataformas?

Elas passam a ser classificadas como intermediadoras de tecnologia, e não como empresas de transporte, o que altera as obrigações regulatórias e tributárias do setor.

Fontes: Projeto de Lei nº 152/2025, em tramitação no Congresso • Agência Brasil, Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo
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