Mercado de motos cresce 12,1% e chega a 1,57 milhão de unidades até agosto
A Honda ficou com 64% do mercado em agosto e a CG 160 segue como o veículo de duas rodas mais emplacado do país; Sudeste e Nordeste praticamente empatam em participação

Dado central da análise
De motocicletas foram emplacadas no Brasil de janeiro a agosto de 2026, alta de 12,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Fenabrave.
O que você precisa saber
- Foram 1,57 milhão de motocicletas emplacadas de janeiro a agosto de 2026, alta de 12,1% sobre 2025
- Só em agosto foram 205.190 unidades, alta de 10,6% no ano a ano e de 3% sobre julho
- A Honda emplacou 131.427 motos em agosto e ficou com 64% do mercado; a Yamaha teve 30.195 e 14,72%
- Juntas, as duas marcas responderam por 78,8% dos registros do mês
- A Honda CG 160 é a moto mais emplacada do país, com 355.794 unidades no acumulado
- Sudeste e Nordeste ficaram praticamente empatados em agosto, com 32,80% e 32,77% dos registros
O mercado brasileiro de motocicletas somou 1,57 milhão de unidades emplacadas de janeiro a agosto de 2026, crescimento de 12,1% sobre o mesmo período de 2025. Só em agosto foram 205.190 registros, alta de 10,6% na comparação anual e de 3% frente a julho, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave.
Enquanto o mercado de automóveis e comerciais leves discute eletrificação e importados, o de duas rodas cresce com uma lógica própria: motos pequenas, baratas e usadas para trabalhar.
Honda e Yamaha concentram quase 80%
A Honda manteve a liderança com 131.427 emplacamentos em agosto e 64% de participação. A Yamaha ficou em segundo, com 30.195 unidades e 14,72%. Juntas, as duas responderam por 78,8% dos registros do mês.
É um grau de concentração que não existe em nenhum outro segmento do mercado automotivo brasileiro. Para efeito de comparação, no mercado de automóveis e comerciais leves a líder Fiat teve 18,42% em agosto, como mostramos em Emplacamentos crescem 16,87% em agosto.
O ranking de modelos
- 1º Honda CG 160, 355.794 unidades no acumulado, somando Titan, Fan, Start e Cargo
- 2º Mottu Sport 110i, 78.970 registros
- 3º Yamaha YBR 150, 52.074 unidades, denominação da Fenabrave para a Factor 150
A presença da Mottu Sport 110i em segundo lugar é o dado mais revelador da lista. Não é um modelo de varejo tradicional: é a moto de uma locadora voltada a entregadores. O crescimento da locação de motos aparece com números em Locadoras apostam em motos e eletrificados para diversificar em 2026.
Quando a segunda moto mais emplacada do país é o veículo de trabalho de uma frota de aluguel, o mercado deixou de ser só consumo e virou infraestrutura econômica.
Street, scooter e trail dominam
Na classificação da Fenabrave, as street representaram 41,17% dos emplacamentos de agosto, scooters e motonetas 32,71% e as trail 19,03%. As três categorias concentraram quase 93% do mercado.
A leitura é direta: o crescimento se apoia em modelos pequenos, de baixa cilindrada e uso cotidiano, não em motos grandes de lazer.
O Nordeste alcançou o Sudeste
Em agosto, o Sudeste respondeu por 32,80% dos registros e o Nordeste por 32,77%. É um empate técnico, e mostra que a expansão não está restrita aos grandes centros do Sudeste.
O movimento conversa diretamente com o avanço do transporte por aplicativo em duas rodas, que detalhamos em Moto por aplicativo puxa o crescimento da mobilidade urbana no Brasil, e com o perfil de quem vive disso, em Só um em cada cinco motociclistas de aplicativo tem cobertura previdenciária.
O que isso significa para o setor
Três consequências práticas.
Para a rede de serviço. Uma frota que cresce 12% ao ano com uso profissional intenso gera demanda de manutenção muito acima da média, tema que acompanhamos em Mercado de reposição em 2026.
Para o crédito. A moto virou ativo produtivo financiado, e o comportamento do financiamento de veículos está em Financiamento de veículos cresce em 2026.
Para a frota nacional. O parque circulante brasileiro absorve esse volume todo ano, como mostramos em Frota circulante do Brasil chega a 82 milhões de veículos.
A Abraciclo projeta 2,3 milhões de unidades para 2026, depois do recorde de 2.197.851 licenciamentos no varejo em 2025, alta de 17,1% sobre 2024. Se o ritmo de agosto se mantiver, a projeção fica ao alcance.
Perguntas frequentes
Quantas motos foram vendidas no Brasil em 2026?
De janeiro a agosto de 2026 foram 1,57 milhão de motocicletas emplacadas, crescimento de 12,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave.
Qual é a moto mais vendida do Brasil?
A Honda CG 160, com 355.794 unidades no acumulado do ano. O número reúne as versões Titan, Fan, Start e Cargo. Em segundo aparece a Mottu Sport 110i, com 78.970 registros, e em terceiro a Yamaha YBR 150, denominação usada pela Fenabrave para a Factor 150.
Qual a participação da Honda no mercado de motos?
Em agosto de 2026 a Honda emplacou 131.427 motocicletas e ficou com 64% do mercado. A Yamaha veio em segundo, com 30.195 unidades e 14,72%. As duas somaram 78,8% dos registros do mês.
Que tipo de moto mais se vende no Brasil?
As motos street representaram 41,17% dos emplacamentos de agosto. Scooters e motonetas ficaram com 32,71% e as trail com 19,03%. As três categorias somam quase 93% do mercado.
O mercado de motos é concentrado no Sudeste?
Não mais. Em agosto de 2026 o Sudeste respondeu por 32,80% dos registros e o Nordeste por 32,77%, praticamente empatados.
Qual a projeção para o mercado de motos em 2026?
A Abraciclo projeta 2,3 milhões de unidades em 2026, depois do recorde histórico de 2.197.851 licenciamentos no varejo em 2025, alta de 17,1% sobre 2024.
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